REUNIÃO DA UNI-MEI EM MONTEVIDEU

DISCUSSÃO DA SITUAÇÃO SÓCIO-LABORAL DO GRUPO PRISA 

A UNI-MEI convocou o seu Comité Executivo que integra o Presidente do SINTTAV, Manuel Gonçalves, para reunir no dia 31 de Março e fazer uma profunda análise da situação que se passa nos vários sectores do Grupo PRISA e decisão da resposta sindical necessária.

A reunião contou com Dirigentes Sindicais dos seguintes Países:

  • Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, Portugal e o Sindicato da Suécia participou como observador.
  • A situação sócio-laboral na PRISA nos diferentes Países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha e Portugal.
  • A situação dos Jornalistas e Sindicato dos Jornalistas dentro das Empresas PRISA na América Latina.
  • O seguimento a dar à carta conjunta enviada pela UNI e FIP à Direcção da PRISA, face à resposta recebida..
  • As respostas Sindicais da Aliança Sindical Internacional em relação a um Acordo Mundial com a PRISA.
  • A discussão dos próximos passos a dar pela UNI.

PRISA Allianza Sind Internat

Reunião da UNI-MEI, em defesa dos Trabalhadores do Grupo PRISA.

 A reunião decorreu com os Dirigentes divididos em três Grupos de Trabalho, em função dos sectores envolventes, tendo fundamentalmente por base, avaliar:                              

A discussão evidenciou o que já antes se sabia, que o Grupo PRISA é profundamente anti-sindical.

Foram dados vários exemplos da situação laboral dentro do Grupo, que é semelhante em todos os países.

A situação económica do Grupo é de uma grande dívida, mas os resultados não são iguais em todos os Países.

O SINTTAV transmitiu informações da realidade que conhece em Portugal, a Média Capital, que é do Grupo PRISA, em 2016 teve lucros de mais de 10%  em relação ao ano anterior, que se traduziram em 19,1 milhões de Euros.

Da discussão havida foi consensual a importância de se conseguir um Acordo Global para o Grupo PRISA.

Sabemos todos que não vai ser fácil, mas o SINTTAV lembrou que a UNI já teve Grupos Empresariais onde a situação não era menos complicada e conseguiu-se.

Foi analisada a resposta que o Grupo PRISA deu a uma carta enviada pela UNI,  assinada pelos responsáveis dos três sectores de actividade mais afectados pela situação

e foi decidido reenviar nova carta para tentarmos abrir uma porta para o diálogo e conseguido isso, então virarmos as baterias para o Acordo Global.

Quanto às acções futuras a desenvolver, o SINTTAV, à semelhança do que já tinha defendido na reunião de Madrid, relembrou aos camaradas, que o complemento das nossas tarefas sindicais é a informação e em relação ao Grupo PRISA, temos uma grande falta desta para os trabalhadores.

A UNI e os seus Sindicatos têm trabalhado muito e vão continuar a trabalhar em prol dos trabalhadores do Grupo PRISA, mas estes não têm qualquer informação do que temos feito e iremos continuar a fazer, por isso é fundamental que desta reunião saia um comunicado aos trabalhadores com as conclusões mais importantes e todos estiveram de acordo.

Se não houver resposta positiva do Grupo PRISA à carta, as acções a desencadear serão simultâneas em todos os Países, o que poderá ser diferente serão os horários face à diferença destes da Europa para a América latina.

Prevê-se realizar Manifestações frente às Sedes da Empresa em cada País e talvez frente à Embaixada de Espanha em cada um dos Países.

Para estas iniciativas os Sindicatos prepararão cartazes a denunciar a situação e estas iniciativas serão muito importantes porque estas multinacionais não gostam de ver o seu nome inserido em denúncias deste tipo.

Foi conclusão que vamos continuar o nosso trabalho até conseguirmos os objectivos.

REUNIÃO DO COMITÉ EXECUTIVO DA ICTS

14 DE MARÇO DE 2017, SINTTAV SEMPRE PRESENTE

A reunião anual do Comité Executivo da ICTS realizou-se no dia 14de Março de 2017, nas instalações do Comité Económico Social, em Bruxelas.

Participaram 24 Dirigentes, o SINTTAV esteve presente através do seu Presidente que integra o referido Comité.

A reunião teve uma Ordem de Trabalhos bastante abrangente, da qual se destaca o mais importante, assim:

Planificação da Conferência da UNI EUROPA ICTS, a realizar em Zagreb, nos dias 7 e 8 de Junho próximo, tendo sido aprovada a ordem de Trabalhos provisória, bem como o Regulamento da mesma.

Igualmente foram aprovadas as bases das prioridades estratégicas para 2017-2021.

Um dos temas importantes vai ser o Trabalho Temporário e a tercearização/externalização, tendo o SINTTAV manifestado a sua  disponibilidade para fazer uma intervenção sobe a externalização, tendo por base a realidade da Altice, que bem conhece.

O SINTTAV também fez uma referência à necessidade de encontramos resposta sindical para os trabalhadores autónomos, cujo número cada vez é maior e os Sindicatos querem exactamente o oposto, na medida em que são trabalhadores explorados, sem contratação, sem legislação que os proteja e por isso são uma presa fácil nas mãos dos exploradores. 

Um dos aspectos mais debatidos foi em relação ao formato da Conferência, havendo duas hipóteses para o segundo dia, que era organizar vários painéis e depois cada um fazia o ponto da situação na sessão Plenária.

O SINTTAV defendeu a posição que tudo deve ser debatido apenas na Sessão Plenária, também por uma questão de economia de tempo, já que este não é muito e a Franca, que é a Presidente da ICTS, esteve de acordo.

Foi feita uma informação sobre o Diálogo Social por Torben, do Sindicato da Dinamarca que é o Presidente do CDS, dando informações dos resultados das últimas reuniões.   

Também deu informações sobre o Projecto que pretendemos desenvolver sobre Bom Trabalho, Boa Saúde e como o tempo vai ser pouco, na sua opinião, quem participa tem que estar muito activo.

Sobre as Competências Digitais, a Birte deu informações sobre esta coligação, que é mais dirigida para a Indústria e o emprego na área digital e questionou o pessoal sobre se devemos aderir a esta Coligação, ninguém se manifestando contra porque não temos nada a perder por isso, pelo que, na sequência das conclusões da reunião do CDS de 2 de Fevereiro, a UNI Europa procurará aderir, em conjunto com a ETNO ou, se isso não for possível, então em separado.  

Igualmente foi dada um informação sobre o Projecto de externalizção pela Birte, cujo Relatório final foi aprovado na reunião de Bucareste de 23 de Fevereiro.

Foi dada uma informação pela Alke sobre o trabalho desenvolvido em relação as multinacionais e os CEE, cujo trabalho se tem concentrado fundamentalmente nas Empresas que mais preocupam a UNI e que são:

    • Telenor.
    • Orange
    • Deutsche Telecom.
    • Telieasonera
    • IBM
    • Teleperformance.
    • Ericson.
    • Vodafone.
    • Altice.
    • Liberty Global.
    • HP/CSC.
    • Telefónica.
    • Atos.

A Alke fez o ponto da situação em termos globais, salientando que o trabalho desenvolvido tem sido muito bom, embora em algumas situações como no Bangladesch não se tenham conseguido atingir todos os objectivos face à repressão Patronal.

No campo das alianças sindicais também temos avançado a bom ritmo e a próxima que se espera vir a conseguir é para a Orange. 

REUNIÃO DO COMITÉ DE DIÁLOGO SOCIAL

PARA O TRABALHO TEMPORÁRIO COM A PARTICIPAÇÃO DO SINTTAV

O Comité de Diálogo Social do Trabalho Temporário, reuniu no passado dia 20 de Fevereiro, nas instalações da Comissão Europeia, com a participação do SINTTAV através das suas representantes Sónia Sousa e Teresa Carvalho.

O SINTTAV como lhe compete e é seu apanágio, está sempre na linha da frente da defesa dos trabalhadores, neste caso concreto, dos Temporários.

Um dos principais pontos da Ordem de Trabalhos era a aprovação do programa de Trabalho para 2017-2018, cujos objectivos prioritários são:

  • As Políticas do mercado do trabalho.
  • Promover o diálogo social nacional no sector temporário, através da realização de Mesas redondas.
  • Preocupação com o cumprimento da Directiva 2008/14 da EU sobre o Trabalho Temporário.
  • A livre circulação de trabalhadores e mobilidade fronteiriça.
  • Trabalho digno, não discriminação e igualdade de tratamento.
  • Trabalhar para a ratificação da Convenção 181 da OIT pelos Estados membros que ainda o não fizeram.
  • Desenvolvimento de um Projecto conjunto sobre as Plataformas de talentos online.
  • Prosseguir a investigação conjunta sobre a evolução do mundo do trabalho.
  • Actividades fronteiriças no âmbito do trabalho temporário.
  • Evolução sectorial e situação econímica.

O sector do Trabalho temporário, é como todos sabemos, a maior base de exploração dos trabalhadores, porque é um sector praticamente desregulado, quase sem Contratação Colectiva, com baixo índice de sindicalização, onde impera em regra a vontade patronal e por isso mesmo onde é preciso desenvolver um grande trabalho para alterar este paradigma.

O Comité de Diálogo Social é uma das sedes onde se podem desenvolver importantes ferramentas de trabalho para esse fim, na medida em que é composto pelos dois parceiros sociais – Sindicatos e Patrões, com a supervisão da Comissão Europeia.

Porém, os obstáculos são muitos, a começar pela não participação de muitas das Empresas, as Portuguesas primam pela ausência desde o início, o que dificulta encontrar conclusões abrangentes.

No entanto, a UNI e os seus Sindicatos, entre estes o SINTTAV, irão continuar a sua luta em todas as Sedes e fóruns onde se possam encontrar soluções e decisões que contribuam para melhorar as condições sócio-económicas dos trabalhadores Temporários e o Comité de Diálogo Social é um desses espaços e como tal contará sempre com a participação activa do SINTTAV.

UNI CONCLUI PROJECTO SOBRE OUTSORCING/TERCEARIZAÇÃO/ESTERNALIZAÇÃO

No contexto do Comité de Diálogo Social das Telecomunicações, a UNI apresentou à Comissão Europeia, um Projecto para desenvolver um estudo sobre Outsourcing/Tercearização/Externalização, que esta aprovou e co-financiou

O Projecto foi adjudicado a uma Empresa especializada, FORBA, com sede na Áustria e criado um Grupo de trabalho, que incluiu dois Dirigentes do SINTTAV, Manuel Gonçalves e João Calado, que ao longo de mais de um ano, desenvolveu um profundo estudo, com diversas reuniões periódicas.

O Projecto foi concluído na última reunião realizada em Bucareste no passado dia 23 de Fevereiro, seguindo-se a sua entrega á Comissão Europeia.

O estudo envolveu um grande conjunto de Empresas, Orange, Telefónica, Deutsch Telecom, Vodafone, Ericson, IBM, Atos, Teleperformance e Altice.

 Todas estas empresas praticam Outsourcing/tercearização/externalização, não só para Países Europeus, como para Países de outros Continentes.

O estudo deixou bem claros os objectivos e consequências deste tipo de serviços, que são fundamentalmente o lucro à custa da exploração desenfreada do factor trabalho.

Ficaram bem demonstradas as evidências do tipo de emprego praticado, que é emprego sem direitos, das dificuldades do desenvolvimento do trabalho sindical, há países como a Republicana Dominicana, onde trabalhadores por tentarem constituir o seu sindicato foram acusados de criminosos com processos crime a decorrer no Tribunal.

Foi evidente para todos que não pode valer tudo para os patrões sem escrúpulos explorarem os trabalhadores e foi delineada a estratégia sindical a seguir.

No Relatório com as conclusões do estudo, também se pretende que a Comissão Europeia regulamente e publique uma Directiva de combate a estas situações que não podem fazer parte do mundo laboral do século XXI.

O Relatório Final tem dois documentos, um amplo, com todas as evidências e conclusões do estudo, dirigido à Comissão Europeia e outro sintetizado, dirigido aos Sindicatos, para, na posse do mesmo, poderem implementar no terreno a estratégia definida.

O SINTTAV, como lhe competia e é sua prática, deu os seus contributos activos em todas as reuniões e enviou também contributos escritos, que sempre foram aceites.

Como conclusão, foi um estudo muito importante, que deixou bem claro o mundo laboral reinante neste conjunto de Empresas, tal como em muitas outras, permite que a Comissão Europeia tenha conhecimento concreto dessa realidade para se quiser poder actuar e é uma importante ferramenta para os Sindicatos poderem responder no terreno e por isso, o SINTTAV participou activamente nele, com o faz em relação ao todos os fóruns e iniciativas que visem defender os trabalhadores.

REUNIÃO DA UNI EUROPA, 29 e 30 de NOV., BRUXELAS

A UNI Europa realizou uma Conferência em Bruxelas nos dias 29 e 30 de Nov., na qual o SINTTAV participou.

Esta Conferência foi a última de um Projecto co-financiado pela Comissão Europeia, que se vinha desenvolvendo há cerca de dois anos

O Tema da Conferência foi: Construir Alianças Sindicais: Estratégia da UNI Europa para reforçar a representação dos trabalhadores transnacionais em Empresas multinacionais.

A realização da Conferência decorreu por sessões, tendo sido realizadas sete e após cada uma destas realizou-se um debate, abrangendo os temas expostos e possibilitando que os participantes pudessem aportar os seus contributos.

Participação. A Conferência teve 204 participantes.

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Realizaram-se as seguintes sessões:

Sessão 1. Abertura e introdução. A abertura foi feita pelo Secretário Regional da UNI Europa, Oliver Roethig, seguindo-se uma intervenção de Nicola Konstantinou, líder da UNI Europa na CEEs e MNCs, de cujas intervenções se destaca:

*Este projecto foi desenvolvido durante dois anos, através de 9 Seminários, nos quais procuramos os caminhos a seguir para as Alianças Sindicais.

* Para a UNI Europa, as Alianças Sindicais são uma ferramenta essencial e relembrou a Conferência que vamos realizar em Roma, em Março de 2017, na qual certamente o tema vai ser de novo abordado.

* Cambiar a Europa através da Contratação Colectiva é outro dos nossos objectivos para também aumentarmos o reforço dos Sindicatos.

* Fortalecer os CEE para uma maior representação sindical e através dela pressionar as Empresas é outro dos objectivos, exigindo emprego de qualidade nesta era da digitalização.

* Para a UNI Europa, os CEE são muito importantes, embora com um papel muito limitado, porque apenas têm direito à consulta e informação e por isso as Alianças Sindicais são igualmente muito importantes porque têm outro campo de intervenção.

Seguiu-se uma intervenção foi feita por Jeremy Waddington, Professor da Universidade de Manchester, que tem tido a seu cargo a responsabilidade de revisar todo o Projecto.

Referiu que os objectivos das Alianças Sindicais para se atingirem, requerem um trabalho de grande coordenação das actividades.

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2-23 NoveVodafone Seminário 2mbro 2016 em Bruxelas

NA PROCURA DE RESPOSTA SPARA OS PROBLEMAS DOS TRABALHADORES

Realizou-se em Bruxelas nos dias 22 e 23 de Novembro uma reunião do Grupo de trabalho Vodafone promovida pela UNI ETUI que contou com a participação dos sindicatos mais representativos da maioria dos países Europeus.

O SINTTAV esteve representado pelo seu Dirigente Álvaro Almeida.

Nesta reunião ficou-se a conhecer melhor a realidade dos vários países participantes onde a Vodafone desenvolve a sua actividade, no que diz respeito ás condições de trabalho, índices de sindicalização e organização dos trabalhadores.

Conclui-se que nos países com maiores taxas de sindicalização tais como Espanha, Irlanda, e Reino Unido os trabalhadores se encontram organizados em torno dos seus sindicatos, e desta forma conseguem fazer ouvir a sua voz junto das respectivas gestões.

Nos países onde a taxa de sindicalização é mais baixa, os problemas dos trabalhadores são ainda maiores porque os Sindicatos têm mais dificuldade em actuar na medida em que as Administrações conhecem essa realidade e agem em função disso.

Por isso, uma das conclusões desta reunião foi fazermos um grande esforço para aumentar o nível de sindicalização onde este é mais baixo através de varias iniciativas coordenadas pela própria UNI em colaboração estreita com os Sindicatos locais.

2nd Teleperformance Global Union Alliance

Realizou-se em Nyon Suíça nos dias 10 e 11 de Novembro uma reunião do Grupo de trabalho Teleperformance promovida pela UNI que contou com a participação dos sindicatos daBélgica, Colômbia, República Dominicana, Filândia, França, Alemanha, México, Holanda, Portugal, Sérvia, Espanha, Suécia, Suíça, Tunísia e Uruguai

O SINTTAV esteve representado pelos Dirigentes Paulo Moreira e Vítor Correia

Nesta reunião ficou-se a conhecer melhor a realidade dos vários países participantes onde a Teleperformance desenvolve a sua actividade, no que diz respeito às condições de trabalho, índices de sindicalização e organização dos trabalhadores.

Conclui-se que nos países com maiores taxas de sindicalização como Espanha os trabalhadores encontram-se organizados em torno dos seus sindicatos, e desta forma conseguem fazer ouvir-se junto da Teleperformance.

Nos países onde a taxa de sindicalização é mais baixa, os trabalhadores sentem uma dificuldade acrescida de ver defendidos os seus direitos.

Foi eleita a Alliance Global para a Teleperformance composta por um representante da França, um da Espanha, um da Alemanha, um da Tunísia, um da Repúblicana Dominicana e outro do Brasil.

Portugal em 2017 vai ser um país estratégico para a Teleperformance com um aumento significativo de  postos de trabalho.

É importante fazermos um grande esforço a nível nacional para aumentar o nível de sindicalização onde este é muito baixo através de varias iniciativas coordenadas pela própria UNI em colaboração estreita com os Sindicatos de cada País.

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