UNI CONCLUI PROJECTO SOBRE OUTSORCING/TERCEARIZAÇÃO/ESTERNALIZAÇÃO

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No contexto do Comité de Diálogo Social das Telecomunicações, a UNI apresentou à Comissão Europeia, um Projecto para desenvolver um estudo sobre Outsourcing/Tercearização/Externalização, que esta aprovou e co-financiou

O Projecto foi adjudicado a uma Empresa especializada, FORBA, com sede na Áustria e criado um Grupo de trabalho, que incluiu dois Dirigentes do SINTTAV, Manuel Gonçalves e João Calado, que ao longo de mais de um ano, desenvolveu um profundo estudo, com diversas reuniões periódicas.

O Projecto foi concluído na última reunião realizada em Bucareste no passado dia 23 de Fevereiro, seguindo-se a sua entrega á Comissão Europeia.

O estudo envolveu um grande conjunto de Empresas, Orange, Telefónica, Deutsch Telecom, Vodafone, Ericson, IBM, Atos, Teleperformance e Altice.

 Todas estas empresas praticam Outsourcing/tercearização/externalização, não só para Países Europeus, como para Países de outros Continentes.

O estudo deixou bem claros os objectivos e consequências deste tipo de serviços, que são fundamentalmente o lucro à custa da exploração desenfreada do factor trabalho.

Ficaram bem demonstradas as evidências do tipo de emprego praticado, que é emprego sem direitos, das dificuldades do desenvolvimento do trabalho sindical, há países como a Republicana Dominicana, onde trabalhadores por tentarem constituir o seu sindicato foram acusados de criminosos com processos crime a decorrer no Tribunal.

Foi evidente para todos que não pode valer tudo para os patrões sem escrúpulos explorarem os trabalhadores e foi delineada a estratégia sindical a seguir.

No Relatório com as conclusões do estudo, também se pretende que a Comissão Europeia regulamente e publique uma Directiva de combate a estas situações que não podem fazer parte do mundo laboral do século XXI.

O Relatório Final tem dois documentos, um amplo, com todas as evidências e conclusões do estudo, dirigido à Comissão Europeia e outro sintetizado, dirigido aos Sindicatos, para, na posse do mesmo, poderem implementar no terreno a estratégia definida.

O SINTTAV, como lhe competia e é sua prática, deu os seus contributos activos em todas as reuniões e enviou também contributos escritos, que sempre foram aceites.

Como conclusão, foi um estudo muito importante, que deixou bem claro o mundo laboral reinante neste conjunto de Empresas, tal como em muitas outras, permite que a Comissão Europeia tenha conhecimento concreto dessa realidade para se quiser poder actuar e é uma importante ferramenta para os Sindicatos poderem responder no terreno e por isso, o SINTTAV participou activamente nele, com o faz em relação ao todos os fóruns e iniciativas que visem defender os trabalhadores.

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