Tercearização

PRIMEIRA REUNIÃO DO GRUPO DE TRABALHO DA UNI SOBRE  TERCEARIZAÇÃO/OUTSOURCING.

A forma de exploração dos trabalhadores através da Tercerarização/Outsourcing que cada vez é mais alargada a sectores e empresas, preocupa muito a UNI e os seus Sindicatos, situação que levou esta organização a propor em Sede do Comité de Diálogo Social das Telecomunicações, a apresentação à Comissão Europeia de um Projecto sobre o tema.

Os empregadores não se quiseram comprometer porque lhes interessa esta forma de exploração e como tal a UNI decidiu apresentá-lo só tendo o mesmo sido aprovado.

Para desenvolver o Projecto, a UNI criou um Grupo de Trabalho, que integra o Presidente do SINTTAV, cujo Grupo de Trabalho realizou a primeira reunião, no passado dia 27 de Janeiro,  em Bruxelas, na Sede da UNI.

Nesta primeira reunião aprovou-se a metodologia a seguir, o calendário de reuniões e fez-se uma abordagem da temática em si, dos problemas que mais preocupam os trabalhadores e do que cada um espera do Projecto.

O SINTTAV como sempre teve a sua participação activa, opinando sobre o que pensa da importância do projecto e fazendo sugestões para o desenvolvimento do mesmo.

 

SEGUNDA REUNIÃO DO GRUPO DE TRABALHO DA UNI SOBRE TERCEARIZAÇÃO/OUTSOURCING.

No seguimento da primeira reunião sobre o tema referido, realizou-se a segunda reunião, na cidade de Cracóvia, Polónia, nos dias 25 e 26 de Fevereiro.

Esta reunião foi mais participada que a primeira e o SINTTAV, como integra o Grupo de Trabalho esteve naturalmente presente.

A segunda reunião teve uma metodologia um pouco diferente, funcionou fundamentalmente à base de apresentações seguidas de debates.

A abertura da reunião foi feita por Alan Tate, responsável da UNI pelo sector Telecom, que traçou uma visão global do tema e depois foram feitas  as seguintes apresentações:

  • Tercearização e Outsourcing, por Jean Drahokoupil da ETUI.
  • Trabalho da UNI em torno da Tercearização no sector  UNI-ICTS, por  Natalie Swan e Alan Tate, UNI.
  • Experiências recolhidas sobre o Trabalho nos Call Centers, por Royal Holloway, da Universidade de Londres e Alan Tate,
  • Actualização do Projecto da UNI sobre Tercearização, por Natalie Swan e, Alan Tate, UNI e Workinglife ,da Forba, Centro de Investigação de Viena.
  • Experiência dos Sindicatos Polacos sobre Tercearização e Outsourcing, por Grzegorz Micek da Universidade de Cracóvia e SKPT NSZZ, Solidariedade, da Polónia.
  • Como envolver os Sindicatos no trabalho da Tercearização, por Natallie Swan e Alant Tate.
  • Duas mesas redondas sobre Contratação Colectiva e Organização Sindical.  

Foi uma iniciativa muito interessante, as apresentações trouxeram um conjunto muito grande de informação sobre o flagelo da Tercearização e do Outsourcing e os debates também possibilitaram que os diversos sindicatos transmitissem as experiências vividas nos seus países, as suas preocupações e deram sugestões sobre o trabalho que seguirá.

O SINTTAV, como é seu timbre, fez intervenções sobre todos os temas em debate e apontou caminhos a seguir.

 

 

Reunião da UNI com Vodafone

PRIMEIRA REUNIÃO DO GRUPO DE TRABALHO DA UNI PARA A VODAFONE

Reunião. Nos dias 18 e 19 de Fevereiro, teve lugar na cidade de Dublin, a primeira  reunião do Grupo de Trabalho da UNI para a VODAFONE, no qual o SINTTAV está representado pelo seu Dirigente Álvaro Almeida.

Países representados sindicalmente: Nesta reunião, participaram sindicatos dos seguintes Países: Irlanda, Espanha, Holanda, Portugal e Reino Unido.

O Objectivo da UNI é fazer um levantamento exaustivo das situações que se verificam  em cada país e procurar respostas para os problemas daí resultantes.

Pelas exposições apresentadas, confirmou-se o que já se previa ao nível da VODAFONE, que é a prática de uma hostilização generalizada aos Sindicatos, dificultando o seu trabalho, o que se traduz numa baixa taxa de sindicalização.

Outro dos aspectos constatados é o recurso crescente ao Outsourcing e a deslocalização de serviços para países onde a mão - de - obra é mais barata, como por exemplo para a Índia.

O trabalho deste Grupo vai continuar a desenvolver-se de acordo com a metodologia aprovada, cujo objectivo final é procurar-se que a UNI e os seus Sindicatos tenham uma resposta global para possa conduzir à inversão desta situação inaceitável e o SINTTAV, como sempre, procurará dar os seus contributos.

 

 

CONFERÊNCIA MUNDIAL DA ICTS

ESTOCOLMO, DE 15 A 18 DE JUNHO DE 2015

A Conferência Mundial da ICTS – UNI, que se realiza cada quatro anos em rodízio por cada Continente, teve lugar na Europa e decorreu em Estocolmo, mais concretamente na Ilha de Djurhamn, no Centro de Conferências, grande, dos Sindicatos Suecos, construído há cerca de 40 anos.

Participação. A conferência teve uma participação maior que a anterior realizada na cidade do México há quatro anos, o SINTTAV esteve representado pelo seu Presidente, Manuel Gonçalves e em termos gerais a participação foi a seguinte:

  • Delegados presentes…………192
  • Observadores …………………39
  • Trabalhadores do apoio………26
  • Sindicatos participantes………76
  • Trabalhadores representados pela ICTS a nível mundial são cerca de 3 milhões.
  • Abertura, pelo Presidente em exercício.
  • Discurso do Secretário Geral, Philip Jennings.
  • Saudação aos participantes feita pelo sindicato Sueco.
  • Aprovação do Ordem de Trabalhos.
  • Uma por Pav Akhtar, responsável da UNI pelos Quadros e Chefias, sobre o tema - O Novo Mundo Laboral;
  • Outra sobre o tema – Organizar em redes de produção fragmentadas nas Telecomunicações.
  • Telenor.
  • Orange.
  • TeleiaSonera.
  • DT- T – Móbil.
  • ICTS nas Américas.
  • A Conferência Mundial de Telecentros em Orlando.
  • Iniciativas de organizações em : Marrocos, Reino Unido, Bélgica, Alemanha, França, Filipinas, e novas Multinacionais como a Teleperfomance e a Atento.

Desenvolvimento da Conferência. A Conferência decorreu de acordo com a Ordem de Trabalhos, destacando-se nesta informação os aspectos mais importantes, assim:

Depois seguiram-se duas apresentações

Seguiu-se a apresentação dum Painel sobre as Campanhas desenvolvidas pela ICTS abrangendo as seguintes empresas:

O segundo dia iniciou-se com uma introdução sobre as novas iniciativas nos Call Centers, com destaque para:

Depois foi feita uma apresentação sobre – O Futuro da ICTS e o Plano Estratégico da UNI- ICTS para os próximos quatro anos -2015 a 2019.

Neste ponto o SINTTAV fez uma intervenção que se centrou fundamentalmente na importância dos Acordos mundiais, afirmando que não íamos fazer propostas, mas sim uma reflexão e uma sugestão.

estocolmo 2015

Intervenção do Presidente do SINTTAV na Conferência Mundial da UNI - ICTS

Quanto à reflexão, foi a valorização do grande trabalho que a UNI tem desenvolvido neste capítulo, se compararmos o número de Acordo Mundiais que tínhamos há 10 anos e os que temos verificamos a grande diferença.

Quando em 2006 o Philip Jennings foi a Lisboa assinar o Acordo Global com a PT Comunicações, ele disse que era o melhor Acordo que a UNI tinha até aquela data, mas daí para cá certamente já negociamos melhores acordos.

Mas temos ainda muito trabalho pela frente e um dos maiores desafios que se nos coloca, é negociar um Acordo Mundial com a Vodafone.

A Vodafone, como todos sabemos é o terceiro operador mundial de Telecomunicações e é certamente a Empresa que está instalada em mais países e ao mesmo tempo é a Empresa onde se verificam maiores assimetrias sindicais.

Na Vodafone, há Países onde os sindicatos estão bem implantados e têm Contratos Colectivos, como em Espanha que nós conhecemos bem, há Países como Portugal onde a representatividade sindical é muito fraca e há outros Países onde nem sequer existe representatividade sindical.

Por tudo isto em nossa opinião é um dos Acordos Mundiais mais necessários, nós sabemos que isso com a Vodafone é muito difícil, mas a UNI deve utilizar toda a sua experiência e sabedoria e utilizar o provérbio de “ que água mole em pedra dura, tanto bate até que fura” e quando os sindicatos tiverem essa ferramenta ao seu alcance a realidade sindical na Vodafone mudará completamente, os sindicatos serão mais fortes e a UNI também, por isso aqui fica mais uma vez o desafio lançado.

O Plano estratégico para 2015- 2019, foi aprovado por unanimidade.

Depois seguiu-se a eleição do Presidente mundial da ICTS UNI TELECOM, só havia um candidato, um companheiro da Irlanda, que foi aprovado por unanimidade.

Em termos de balanço, quanto a nós foi uma importante Conferência, que dá ânimo ao desenvolvimento do trabalho sindical no futuro, tão importante para a defesa dos trabalhadores do sector.

REUNIÃO DO COMITÉ DE DIÁLOGO SOCIAL DAS TELECOMUNICAÇÕES

No passado dia 21 de Abril, realizou-se mais uma reunião do Grupo de Trabalho do CDS ( Comité de Diálogo Social) das Telecomunicações, no qual tem assento o Presidente do SINTTAV, Manuel Gonçalves.

A reunião decorreu de acordo com o formato habitual, os seja, entre as 9h00 e as 10h45, realiza-se uma reunião Preparatório dos Parceiros Socais, em separado, para cada uma das partes preparar as suas intervenções e depois segue-se a reunião formal.

Reunião em si. A reunião decorreu de acordo com a Ordem de Trabalho, que tinha os seguintes pontos:

  1. Introdução dos objectivos da reunião do Grupo de Trabalho e aprovação da O.T.
  2. Apresentação, pela Orange France ( antes France Telecom) sobre um acordo global de saúde, assinado com a UNI.
  3. Informação sobre o ponto da situação do projecto FITS ( Formação e Novas Competências) assinado no ano passado no âmbito do CDS.
  4. Apresentação e debate sobre um acordo relativo ao Teletrabalho para a indústria,      negociado entre os Parceiros Sociais em 2002.
  5. Discussão da mobilidade profissional.
  6. Troca de informação e avaliação da implementação dos Projectos aprovados no âmbito do CDS.
  7. Discussão sobre a possibilidade do CDS apresentar um novo Projecto à Comissão.
  8. Diversos, informações dadas pela representante da Comissão.

Foi uma boa reunião, com mais presenças sindicais e boa discussão sobre os temas, pelo que, se continuarmos assim, este ano Comissão não vai ter razões de queixa do trabalho realizado pelo CDS das Telecomunicações.

Antes da reunião, a Birte, da UNI, tinha solicitado aos membros dos Sindicatos que participam no CDS, sugestões para a O.T. e nesse sentido o SINTTAV apresentou os temas que constam nos pontos 5 e 6, foi o único Sindicato que o fez, porque o SINTTAV marca sempre a diferença.

A discussão sobre estes pontos vai continuar nas próximas reuniões.

Como conclusão, pode-se afirmar que estes espaços de diálogo são importantes, desde que os Parceiros Sociais contribuam com opiniões e intervenções que ajudem a tirar conclusões, trabalho que o SINTTAV reconhecidamente desenvolve.    

REUNIÃO DO COMITÉ DE DIÁLOGO SOCIAL DO TRABALHO TEMPORÁRIO

O Comité de Diálogo Social do Trabalho Temporário, no qual o SINTTAV tem assento, reuniu no passado dia 27 de Fevereiro, em Bruxelas.

A reunião decorreu de acordo com a Ordem de Trabalhos e da discussão realizada se resume o que de mais importante o SINTTAV considera, assim:

Foi feita uma denúncia com duras críticas às más práticas que em geral as ETT utilizam na exploração dos trabalhadores, denúncias estas, que por serem tão evidentes, acabaram por ser aceites pela EuroCiet ( Associação que representa as ETT), concordando esta, que as denúncias constem dum texto que vai ser aprovado pelos dois Secretariados.

Foi feita uma apresentação por Eckhard, em nome da Eurofound, sobre um estudo que esta está a desenvolver relativo ao Trabalho Temporário.

Foi aceite que os Secretariados da EuroCiet e da UNI façam uma revisão do Programa de Trabalho para 2015-2016, para ser apresentado e aprovado na próxima reunião.

Foi feita uma breve abordagem de uma reunião realizada em Genebra no âmbito da OIT, sobre as formas não de trabalho, cujo resultado será enviado aos parceiros sociais logo que possível.

A representação das ETT portuguesa mais uma vez não se fez representar, o que dificulta o diálogo social mais objectivo.

REALIZAÇÃO DO 35 º CONGRESSO DA CGT DE FRANÇA

A CGT Fapt ( Federação para a actividade postal e de telecomunicações) realizou o seu 35º, que decorreu entre os dias 23 a 27 de Março, na cidade de Marselha, França..

Existe já uma longa cooperações entre a CGT e o SINTTAV, o primeiro Congresso em que o nosso Sindicato participou foi em 1979 e este ano participamos novamente com os Sindicatos do Mali, Costa do Marfim, Senegal, Palestina, Camarões, Tunísia, Espanha e Grécia, ao todo 14 Sindicatos.

O Congresso teve a participação de 339 Delegados, além de muitos convidados, entre eles vários ex – Dirigentes que em função da idade se foram retirando, mas nos quais continua a viver o “bichinho” do sindicalismo.

Estes Congressos são espaços de debate importantes, fundamentalmente ocupados com a discussão e votação do Relatório de Actividades do mandato que termina, é o prestar de contas do trabalho realizado e com a discussão e votação do Programa de Acção para o mandato que se segue.

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CONFERÊNCIA DE QUADROS SUPERIORES E CHEFIAS - NO ÂMBITO DA UNI- SINDICATO GLOBAL

De 10 a 12 de Março, realizou-se a Conferência Mundial Anual da INI-Sindicato Global de Quadros Superiores e Chefias, que teve lugar na cidade de Istambul, Turquia, com a participação de cerda de 180 sindicalistas, na qual o SINTTAV esteve representado pelo seu Presidente Manuel Gonçalves.

A Conferência decorreu de acordo com a Ordem de Trabalhos, que era muito ampla, com importantes intervenções e depois vários painéis com apresentações seguidas de debates.

Os principais temas que orientaram o desenvolvimento da Conferência foram:

  • Os Desafios para os Sindicatos da UNI face à      instabilidade económica.
  • Como enfrentar as mudanças e dinâmicas nos locais      de trabalho a nível europeu.
  • As oportunidades para os Sindicatos da UNI que      surgem com a nova Comissão Europeia num momento de mudanças substanciais      na legislação laboral.
  • Que métodos os sindicatos da UNI devem utilizar      para incluir os jovens licenciados no novo mundo do trabalho cada vez mais      nas multinacionais e para atraí-los aos sindicatos.
  • Aprovação do programa para o quadriénio de      2015-2018 e da estratégia a seguir pelos sindicatos da UNI para satisfazer      os objectivos dos jovens licenciados.  

Durante as apresentações foi dado realce fundamentalmente a temas como:

  • Sindicalização.      A sindicalização, que requer uma grande atenção e empenho dos sindicatos,      particularmente num campo laboral como o dos licenciados.
  • Contratação      Colectiva. A dinâmica que tem que ser imprimida à Contratação      Colectiva, como forma de defender os direitos dos trabalhadores      licenciados e os poder ganhar para os sindicatos.  
  • Igualdade de      género. Este tema é hoje tratado e discutido em todos os eventos onde      se tratam temas de ordem laboral e deve continuar a ser cada vez mais aprofundado      pelos sindicatos da UNI com o objectivo de se irem esbatendo as grandes      diferenças ainda existentes neste campo.
  • Mobilidade      dos jovens. Situação que a crise económica veio agravar e que é      preciso combater e ao mesmo tempo um grande empenho dos sindicatos da UNI      para se irem esbatendo as grandes desigualdades salariais e de outros      direitos resultantes desta situação.
  • Depressão      causada pelo Stress no trabalho. Este tema também requereu um bom      debate, na medida em que é necessário procurar formas de combater este situação      que, também como resultado da crise se tem avolumado.
  • Combate à      corrupção. Este tema, foi abordado de uma maneira que para vários      sindicalistas com quem falamos, surgiu como uma novidade, mas pelas várias      abordagens, percebeu-se que é um tema já com muito debate e é muito      importante.

     

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